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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Itamacaoca: Unidade de Conservação e Guarda Ambiental

Matéria do Blog em 2013

Um dos principais componentes agravadores da crise hídrica que se abateu em Chapadinha é sem dúvida a degradação ambiental contínua na área da barragem da Itamacaoca. De vândalos e pescadores irregulares, a obra do Aeroporto cortando vertente d’água e até cemitério crescendo nas terras do único manancial de água de Chapadinha sem que as autoridades tenham feito nada para impedir ou minimizar as constantes agressões.

Com base em estudos coordenados pelos professores Telmo José e Regis Catarino, a comunidade acadêmica do CCAA/CAMPUS 4 da UFMA  já alertavam em 2013 sobre o iminente colapso do manancial.  “Uma equipe formada pelos professores da Universidade Federal do Maranhão Telmo José, Regis Catarino e estudantes universitários vistoriou, na manhã de hoje (26), o reservatório de abastecimento de água na cidade e constataram a grave possibilidade de colapso no sistema por conta da falta de chuva. De acordo com levantamentos preliminares feitos no local, a Itamacaoca hoje teria pouco mais de 10% de seu volume d’água normal e caso não chova ou a população não se conscientize da necessidade de racionamento, a escassez total da água para os chapadinhenses deve acontecer em questão de dias”, alertavam os professores por meio de matéria deste blog em dezembro de 2013.

Nos estudos da UFMA a obra dos famosos 23 (ou 26) milhões já era vista com desconfiança. “A eficácia das obras, tocadas com o investimento de 23 milhões de reais para garantir o abastecimento da cidade nos próximos anos, com medidas que são vistas com desconfiança por alguns estudiosos da área, também será alvo do estudo”, antecipava o blog.

Antes mesmo do alerta, na condição de secretário municipal de meio ambiente – em 2009, administração Danúbia Carneiro, o Professor Telmo já apresentava algumas medidas que infelizmente não foram implementadas. Entre as propostas do então secretário Telmo estavam a criação de uma Unidade de Conservação Ambiental na Área da Itamacaoca e de um grupamento de fiscalização ambiental dentro da Guarda Municipal de Chapadinha.


No momento em que a crise hídrica chega ao grau mais extremo, medidas paliativas são novamente apresentadas e o debate ambiental segue em segundo ou terceiro planos, até a próxima ameaça da falta total de água, contra a qual um dia não haverá medidas emergenciais.         

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