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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Maura Jorge e Outros: Prefeitos Não São Donos dos Municípios

Barraco de Maura Jorge com Raimundo Louro

Em outro barraco protagonizado por Maura Jorge, no momento da assinatura de ordem de serviço para obras de pavimentação da MA-245, a prefeita se dirigiu ao então deputado Raimundo Louro da seguinte forma: “aqui você não discursa, aqui você não discursa, quem manda aqui sou eu”, disse a prefeita Maura Jorge, em evento realizado, fevereiro de 2014, quando ela queria que apenas seu genro, deputado Neto Evangelista, fizesse uso da palavra.

Em diversas passagens de sua vida pública a Maura Jorge que virou musa das viúvas de Sarney na mídia e nas prefeituras municipais nunca passou de uma liderança autoritária que em seu município apenas reproduziu o que aprendeu com os oligarcas abrigados no Palácio dos Leões.

O constrangimento vivido em Lago da Pedra segue o roteiro comum em várias cidades do interior do Maranhão: prefeitos convocam claque formada por secretários, funcionários comissionados ou contratados e outros dependentes do poder municipal para desempenhar qualquer função ordenada. Foi disso que Flávio Dino foi vítima em boa hora.

A reação da prefeita tem tudo a ver com a fiscalização e transparência nos convênios entre Estado e Prefeitura e com a dificuldade de os prefeitos tirarem dividendos eleitoreiros de outras de outras esperas administrativas.

Poucos dias antes de completar um ano de governo, Flávio Dino não foi autoritário ou vingativo, é alvo de chantagem de prefeitos que ajudaram – na base da corrupção e incompetência – a formar os indicadores sociais que tão negativamente ostentamos.

Agora que viu (de perto) a cara feia do clientelismo e o desespero da corrupção quase generalizada nas gestões municipais, só resta a Flávio Dino resistir aos chiliques, manter a seriedade no tocante aos convênios e ajudar o Maranhão a se livrar da péssima safra de prefeitos que temos hoje.  

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