O Maranhão foi o estado brasileiro
que mais avançou em gestão pública entre 2023 e 2025, segundo levantamento
divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). De acordo com o “Ranking de
Competitividade dos Estados 2026 – Eleições”, o estado saltou da 20ª para a 9ª
colocação no período, registrando a maior evolução entre todas as unidades da
federação avaliadas.
O principal fator para o crescimento
maranhense foi a melhora nos indicadores de solidez fiscal. Nesse quesito, o
estado avançou 12 posições em apenas três anos. O estudo também apontou melhora
na eficiência da máquina pública, área em que o Maranhão subiu quatro
colocações.
O ranking analisa o desempenho das
gestões estaduais a partir de indicadores técnicos e dados objetivos ligados à
administração pública. Entre os critérios avaliados estão gasto com pessoal,
resultado primário, capacidade de investimento, custo dos Três Poderes, oferta
de serviços digitais e nível de transparência.
O governador Carlos Brandão aparece à
frente da administração estadual durante o período de crescimento apontado pelo
levantamento. O avanço do Maranhão ocorre em meio a uma série de medidas
voltadas ao equilíbrio das contas públicas, ampliação de investimentos e
modernização de serviços administrativos.
Além do Maranhão, o estudo mostra que
estados das regiões Sul e Sudeste seguem entre os mais bem colocados do país,
mas com menor ritmo de crescimento. São Paulo, Paraná e Santa Catarina
permanecem em posições de destaque, porém apresentando estabilidade em níveis
mais altos de gestão pública.
Na liderança nacional aparece o
Espírito Santo, que assumiu o primeiro lugar no ranking após uma trajetória de
crescimento contínuo nos últimos anos. O estado ocupava a terceira posição em
2023, passou para a segunda em 2024 e alcançou o topo em 2025. O desempenho
capixaba foi impulsionado principalmente pelo equilíbrio fiscal e pela
eficiência administrativa.
Atualmente, o governo do Espírito
Santo é comandado por Ricardo Ferraço (MDB), que assumiu o cargo em abril deste
ano após a saída de Renato Casagrande (PSB), candidato ao Senado.
Segundo o diretor-presidente do CLP,
Tadeu Barros, o objetivo do levantamento é contribuir para o debate público com
base em dados concretos sobre gestão e eficiência administrativa.
“A proposta é incentivar políticas
públicas mais eficientes e orientadas a resultados”, afirmou.
O Ranking de Competitividade dos
Estados é considerado uma das principais ferramentas de análise da
administração pública no país e reúne indicadores sociais, econômicos e fiscais
para medir o desempenho das gestões estaduais brasileiras.

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