Em tentativa conter a repercussão do
caso, o comunicador William Fernandes, ligado ao deputado Aluízio Santos e a prefeita
Belezinha, publicou um vídeo em que coloca renomados médicos de
Chapadinha como sócios da empresa do médico preso e como beneficiários de parte
dos pagamentos de 32 milhões de reais que a prefeitura municipal de Chapadinha
pagou ao longo de 4 anos.
De acordo com William Fernandes, até
o vice-prefeito Levi Pontes e a filha dele estariam na lista de sócios da
empresa e teriam recebido pagamentos da prefeitura por meio da Med Service.
"A Med Service é formada por
vários médicos, muitos deles inclusive conhecidos aqui de Chapadinha e que
atuam diretamente na rede pública do município. E aqui entra um ponto
importante de transparência, que precisa ser dito com clareza. Em um
podcast recente, o vice-prefeito e médico, doutor Levi Pontes, afirmou que não
sabia qual empresa fazia o pagamento dos médicos", disse o William em
seu vídeo.
Em outro momento do vídeo William diz
que manobras tributárias seriam o motivo de incluir médicos na empresa. "Quando
o município contrata uma empresa para a prestação desses serviços, a carga
tributária costuma ser diferente daquela que existiria em contratações
individuais. E esse modelo é utilizado em vários municípios e, do ponto de
vista legal, não configura irregularidade por si só", explica o
comunicador.
Se a intenção foi encerrar o assunto, o vídeo
tem o efeito contrário à medida que amplia a lista dos envolvidos com a empresa
e chama atenção pra uma categoria inteira de profissionais que pode virar alvo de
investigações.
O Canal Contraponto tem a lista de sócios
da Med Service e já ouviu dois médicos que admitiram ter recebido valores, mas
negam serem sócios ou qualquer relação com a administração ou negócios da empresa.
O que antes era um contrato entre uma
empresa e a prefeitura o que precisava ser esclarecido, agora inclui médicos, com
alguns deles estranhando a inclusão de seus nomes como sócios. De quanto cada
médico recebeu à formação do quadro de sócios da empresa, a curiosidade sobre o
tema e a necessidade de transparência só aumentaram depois do vídeo.

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