sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Chapadinha Sedia Encontro Sobre Cultura no Meio Rural

A Sociedade Maranhense de Direitos Humanos e o Ministério de Desenvolvimento Agrário, por meio da Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário, promovem uma Oficina de Cultura e Desenvolvimento territorial, no Território do Baixo Parnaíba.

De acordo com Vicente Carlos de Mesquita Neto , Presidente do Conselho Diretor da SMDH, a Oficina tem por objetivos: compartilhar experiências de cultura desenvolvidas no Estado e a sua inserção e ampliação nos processos fomentados pela estratégia de desenvolvimento territorial; construir estratégias e instrumentos de suporte a inserção do debate e prática de cultura nas dinâmicas de desenvolvimento dos territórios rurais e; identificar e promover ações mobilizadoras do potencial cultural das comunidades que habitam os territórios, no sentido da valorização da identidade regional por meio de articulações que estimulem a qualidade das relações humana e social do meio rural.

Parceiro da iniciativa, o Ministério de Desenvolvimento Agrário, representado por José Inácio Rodrigues (Delegado Federal do MDA) ressalta que a Oficina pretende estimular e fortalecer a articulação entre as entidades e organizações com vistas à construção de parcerias para construção de uma política de cultura para os territórios e abrir espaço para a discussão das estratégias e ações para inserção da cultura no processo de desenvolvimento territorial.

O evento acontece nos dias 23 e 24 de fevereiro, no Auditório do Hotel Creuza Lopes.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Começa o Ano Político

Passado o carnaval o ano político começa a todo vapor. Nas próximas horas iniciamos uma série de análises sobre a disputa eleitoral deste ano. Antes, porém, vamos tratar dos acontecimentos do período momesco que têm implicações políticas. Aguardem!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Projetos de Pesquisa do Campus de Chapadinha São Aprovados Pela Fapema



Por: Ivandro Coêlho, professor e jornalista.
Dos 134 projetos de pesquisa selecionados em edital universal da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), 16 são desenvolvidos por professores dos cursos de Agronomia, Zootecnia e Biologia do Centro de Ciências Agrárias e Ambientais (CCAA) de Chapadinha. O resultado final da seleção foi divulgado na última sexta-feira, 05, e contempla trabalhos nas categorias A, B e C. Além da UFMA, foram classificados trabalhos de pesquisadores do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e Uniceuma.

Um dos trabalhos selecionados estuda a influência do metil jasmonato e ácido salicílico - que são hormônios de defesa - em folhas de pinhão manso. “Trata-se de um estudo de base, cujo objetivo é criar subsídios para a pesquisa em biotecnologia para criação de cultivares (plantas selecionadas) melhoradas para a produção de óleo nas sementes”, explicou a professora responsável pela pesquisa, Alexandra Martins dos Santos Soares (foto). Alexandra é graduada em Ciências Biológicas e possui mestrado em Biociências e Biotecnologia pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. Atualmente leciona no Campus de Chapadinha.

O projeto da Profª Alexandra Soares tem colaboradores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e UENF) Universidade Estadual do Norte Fluminense (RJ). De acordo com a professora, algumas empresas já estão desenvolvemdo pesquisa nessa área. A Embrapa Agroenergia unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, e a Associação Brasileira de Pesquisa em Pinhão-Manso, ABPPM, estão implantando unidades de observação - UO, para a obtenção de resultados da pesquisa com pinhão-manso em diferentes regiões do Brasil.

Excelência - Para o diretor do CCAA, professor Jocélio Araújo, o Campus de Chapadinha vem se destacando como um centro de excelência em pesquisa, apesar de ter sido implantado há apenas três anos. “Temos projetos aprovados pelo CNPQ, Banco do Nordeste, Finep e AGERP, o que comprova a produtividade e qualidade dos trabalhos desenvolvidos por nossos pesquisadores”, disse. Outro exemplo de excelência do Campus de Chapadinha é que o quadro de doutores do CCAA possui professores bolsistas de produtividade do CNPQ – uma espécie de bolsa concedida a pesquisadores que apresentam alta produção científica reconhecida nacionalmente.

Segundo Jocélio, o CCAA recentemente conseguiu aprovar um DINTER (Doutorado Iterinstitucional) entre a UFMA e a Unesp (Universidade Estadual Paulista), Campus de Jaboticabal. Com essa iniciativa, a perspectiva é de ampliar de 50 para 100% o número de professores com doutorado no CCAA (atualmente o Centro conta com 54 professores, sendo 27 mestres e 27 doutores). “Considerando a relação número de doutores/população, isso é um fato extraordinário, que nos coloca em destaque em comparação com as grandes universidades do Brasil”, comemora o diretor.

Além da professora Alexandra, foram selecionados projetos dos professores Alana das Chagas Ferreira Gullar, André Luiz Gomes da Silva, José Ribamar Torres, Lívio Martins Costa Júnior, Rosane Cláudia Rodrigues e Jorge Luís Silva Nunes (faixa A); Ana Paula Ribeiro de Jesus, Celso Yoji Kawabata, Francirose Shigaki, Jeferson Francisco Selbach, Regis Catarino da Hora, Taciana Galba da Silva Tenório (faixa B); Lucilene Amorim Silva, Ricardo Rodrigues dos Santos e Sinval Garcia Pereira (faixa C).

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A Velha Elite Contra “O Filho do Brasil”


Por: LUIZ CARLOS BARRETO

Abertura do Festival de Brasília, 17/11/09, primeira exibição pública de “Lula, o Filho do Brasil”. Enquanto o filme se desenrolava na tela, já estava em curso o massacre político promovido por um exército de escribas, comentaristas políticos, colunistas sociais improvisados, ex-militantes políticos de aluguel, cientistas políticos de plantão convocados a se manifestar apenas do ponto de vista especulativo sobre seu potencial político-eleitoral, afirmando que a eleição presidencial de 2010 seria decidida a partir da força emocional do filme.


Além da ingenuidade infantil dessa tese (ou de sua má-fé?), o que eles questionavam era o nosso direito de fazer um filme sobre o assunto que escolhemos. Pode-se fazer filmes sobre Bush, Berlusconi ou Mitterrand pelo mundo afora, como tem acontecido. Pode-se fazer filmes sobre Getúlio, Juscelino, Tancredo, Jânio ou o empresário Boilesen. Mas sobre Luiz Inácio da Silva, não.


Há os que viram (mais de 800 mil pessoas), os que não viram ainda e os que viram, mas não quiseram ver o filme como um filme com todos os seus méritos e valores cinematográficos, como testemunharam e assinaram embaixo Ziraldo (”Uma história bem contada e bem filmada. Impossível não se comover”), Zuenir Ventura (”O filme mexe com a emoção e vai inundar os cinemas de lágrimas”) e Cacá Diegues (”A história de vida que esse filme conta com muita emoção nos ajuda a compreender melhor o valor da democracia, do direito de todos à liberdade e oportunidade”).


Falar dos méritos e eventuais deficiências desse filme de Fábio Barreto era uma obrigação dos críticos, e é claro que todo mundo tem direito de externar sua opinião, de gostar ou não gostar do filme que viu.


Mas, de tudo que li, poucos tiveram a honestidade intelectual e profissional de criticar o filme como uma obra cinematográfica, escolhendo contestar o direito que qualquer cineasta tem de fazer um filme sobre o assunto que bem entender. A maioria dos que escreveram sobre “Lula, o Filho do Brasil” preferiu este último caminho elitista, censor e autoritário.


Esse processo revela o espírito “patrulheiro” que ainda resta no Brasil como sequela do período autoritário da ditadura militar, quando Cacá Diegues denunciou as patrulhas ideológicas. O espanto é que, em pleno regime democrático que o Brasil vive e respira, haja lugar para esses procedimentos e expedientes antidemocráticos.


A democracia não é o regime que deve silenciar aqueles com os quais não concordamos, eliminá-los ou evitar que eles se manifestem. Na democracia, quando não estamos de acordo com alguma ideia que nos incomoda, produzimos a nossa para que haja um confronto livre entre as duas e a população possa escolher a sua alternativa. Mas os nossos detratores preferiram contestar nosso direito de realizar o filme, manifestando seu desejo antidemocrático de que esse filme jamais fosse feito ou exibido.


Toda a engenharia financeira foi montada às claras e de forma transparente. Desde a partida, decidimos não utilizar nenhuma forma de renúncia fiscal nem buscar o aporte de empresas estatais. Mesmo assim, levantaram-se dúvidas e insinuações de que estávamos utilizando recursos incentivados, acusações que serviam e serviram para provocar antipatia ética pelo filme, pondo em segundo plano suas qualidades cinematográficas.


Agora estamos reformulando algumas estratégias do lançamento comercial, que está iniciando sua sexta semana e já acumula mais de 800 mil espectadores, e sabemos que ainda resta muito chão pela frente, seja no sistema convencional de exibição em salas, seja no sistema alternativo de exibição, que vai levar o filme a uma grande parte de 90% dos municípios do Brasil que não têm cinema.


É lá no Brasil profundo, a preços populares e condizentes com o poder aquisitivo dessas populações, que iremos atingir o público alvo do filme: os Silvas deste país, que precisam e querem conhecer o exemplo de força, persistência e superação de Dona Lindu e seus oito filhos, exemplo que vai correr o mundo em telas de cinema, TV aberta, cabo, DVD e internet.


Nesse sentido, já temos estreias marcadas na Argentina, no Chile, no Uruguai e no Paraguai ainda neste primeiro semestre de 2010, e na Colômbia, no Peru, na Venezuela, no Equador, na Bolívia e no México no segundo semestre de 2010.


Qualquer mudança nessa trajetória do nosso pau de arara cinematográfico, informaremos, na certeza de que não vamos influir nas eleições de nenhum outro país. Queremos apenas ter o direito de contar e ver acompanhada pelo público uma história que julgamos relevante para a consolidação da autoestima de nosso povo, para a consolidação de nossa democracia e para o progresso do cinema brasileiro como um todo.

LUIZ CARLOS BARRETO, é produtor cinematográfico. Produziu, entre outros filmes, “Lula, o Filho do Brasil”, “Dona Flor e seus Dois Maridos” e “O que É Isso, Companheiro?”.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Polícia Militar: O TCO que Virou Ameaça


O que era para ser apenas uma corriqueira nota na crônica policial, acabou se transformando em um potencial problema político e institucional.

Conforme relata o site Local Notícias, “na noite do último domingo, um empresário da cidade, que teve seu nome preservado, foi detido nas proximidades do Posto Alvorada III após desacatar o sargento da PM, Venilson Sampaio Santos.

Segundo informações obtidas na delegacia, tudo começou quando a polícia foi acionada sobre um acidente nas imediações da Associação Cangaia, local onde acontecia uma festa. Abordado pelo policial, que solicitou a documentação dos motoristas envolvidos no acidente, o empresário, visivelmente embriagado, “esfregou” o referido documento no rosto do militar. O empresário negou-se, ainda, a diminuir o volume do som automotivo que estava acima do permitido.

O empresário foi enquadrado no artigo 331, do Código Penal Brasileiro, que caracteriza por infração de menor poder ofensivo. Em seguida, o mesmo foi encaminhado à delegacia onde foi lavrado um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO) e logo após, liberado."

O empresário em questão é o empreiteiro Cledvaldo Veras, dono Ferrame Box e Sócio da Construtora Majovep. Cledvaldo que prosperou nos dois anos do governo Jackson Lago e continua prestando serviços ao Estado, teve forte participação política no último pleito municipal, apoiando o candidato Levi Pontes (PDT).

As Versões
Enquanto os policiais afirmam que a prisão do empresário ocorreu por desacato. Cledvaldo argumenta que foi vítima de abuso de poder e que pretende mover ação contra os policiais, mais precisamente contra o Sargento Sampaio. Além da acusação de abuso de poder, outra mais grave foi levantada: o suposto furto de um notebook e 5 mil reais de dentro do carro do empresário no momento da abordagem. Na cidade, há rumores de que se tentava responsabilizar os militares pelo fato.

Em entrevista aos repórteres Luis Carlos Jr. e Jota Coutinho (Mirante Am), Cledvaldo afirmou ser vítima de abuso, negou que estivesse embriagado e denegou ainda, ter sido algemado como foi noticiado. Concluindo, confirmou o furto, mas afastou a participação dos policiais, especulando que meliantes teriam se aproveitado do tumulto para garfar seus pertences.

A Gravidade Institucional
Quanto ao desacato, qualquer pessoa pode vir a perder o controle emocional e praticá-lo. É delito de pequeno potencial ofensivo. No que toca ao abuso de poder, ele entra na categoria dos erros ou desvios reprováveis, mas inerentes ao exercício profissional de quem tem autoridade. Vale ressaltar – ainda que não se possa dizer que seja este o caso – que assim como médicos, jornalistas e advogados, os policiais também são passíveis de erro. Neste ponto, tanto a conduta do empresário quanto a dos militares serão apuradas a partir do relato das testemunhas do episódio.

Entretanto a gravidade institucional repousa na acusação, que ganhou as ruas, de que policiais teriam cometido furto. Especula-se ainda que determinado grupo político tenta, em represália, obter a transferência do Sargento Sampaio.

No momento em que observamos o esforço da Polícia Militar do Maranhão na profissionalização, escolha e qualificação de seus membros, a credibilidade desta instituição centenária é tristemente posta a mercê de boatos e comentários depreciativos.

Além disso, não se admite mais que o papel constitucional da força pública e o livre trabalho de polícia preventiva sejam tolhidos por ameaças de transferência e outras pressões políticas.

Contra desacato ou abuso de poder só há o caminho do devido processo legal para estabelecer a verdade e punir os responsáveis dentro da lei. O contrário disso é querer o retrocesso do “encabrestamento” da segurança pública por facção política seja ela qual for.

Lobão Compara Lula x FHC

Do repórter Cirilo Júnior, da Folha Online, reproduzo, abaixo matéria de ontem. Depois volto comentando.

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) defendeu nesta quarta-feira que se faça comparações entre as realizações os governos Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso. Lobão disse que isso não é feito de má-fé, e sim para que o povo tenha a exata noção das razões pelas quais vem dando ao presidente Lula altos índices de aprovação.

Ele acrescentou que a exposição das obras feitas pelo atual governo servem para mostrar que Lula cumpriu "muito bem" seu papel.

"Há quem não goste que se faça comparações entre os últimos governos. Não fazemos de má-fé, e sim, para que se tenha noção das realizações do presidente Lula. O povo aprova o presidente Lula, e precisa ter nítidas as razões dessa aprovação", afirmou o ministro, em discurso na cerimônia de inauguração do gasoduto Cabiúnas-Reduc 3, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Lobão, senador pelo PMDB, criticou as privatizações feitas nos anos 90, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Lembrou do caso da Vale, cujo valor de mercado atual é muito superior ao da época em que a empresa foi privatizada. O ministro, que fez parte da base aliada do governo anterior, exaltou o fato de a Petrobras ainda ser uma empresa estatal.
"No período anterior, estatais foram privatizadas. Imaginem se a Petrobras tivesse sido? O que seria do nosso pré-sal?", disse.

Comento:

O ministro maranhense tá mais que certo quando fala que o momento é de comparação. Mas, devemos comparar esses dois importantes homens públicos brasileiros com relação à questão programática e de grupo partidário de ambos. Há uma diferença de cunho ideológico claro. Especialmente quanto ao trato das camadas menos favorecidas. Tanto que nos 8 anos do tucano 2 milhões pessoas tiveram evolução sócio-econômica contra 23 milhões de brasileiros que saíram da linha de pobreza nos 7 anos do petista. É por isso que a Ministra Dilma, preferida de Lula, cresce a cada dia.