quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Caso Eric Marinho: A Culpa é do Carteiro

Quando a carta traz notícia ruim culpa-se o carteiro. Pois é... Depois que este blog reproduziu as denúncias de César Bello contra Eric Marinho, uma nota do blog do Antenor Ferreira ameaça divulgar “documentos sigilosos que comprovam os recebimentos dos “fiés” escoteiros de Magno Bacelar. dentre eles um dito jornalista que citou meu nome em uma de suas postagens, me descrevendo como blogueiro de Erik Marinho”.

Ora, quem da imprensa diz ter documentos que comprovariam negócios escusos e não os revela e ainda ameaça para depois tal divulgação, não pratica jornalismo e nem trabalha em favor da transparência – faz chantagem.

Se o destino é este jornalista aviso logo que isso não vai me intimidar, “nem de longe isso me provoca meus instintos mais primitivos”. Meu contra-cheque não dá pra comprar nem uma TL (a vista), quanto mais uma SW4 (ou duas, como diz César Bello). Pode divulgar a vontade que você não comete crime algum em fazê-lo, mesmo porque não vai ter o menor perigo de atrair seqüestradores para minha “mansão” de olho na grana.

Sem nada mudar na abordagem dada aqui aos problemas do seu renegado “locador-locatário” - cuja associação tanto lhe ofende – e sem querer disputar com ele candidatura a prefeito ou a Santo, aguardo a publicação.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Vice Washington Luis Recebe Petistas de Chapadinha


Do Blog do Braga

Informado dos últimos fatos políticos de Chapadinha e do início das articulações com vistas às eleições municipais de 2012, o vice-governador eleito do estado, Washington Luiz, convidou uma comitiva de petistas da cidade para discutir os rumos do partido no município e na região do Baixo Parnaíba.

Durante a audiência, que aconteceu na última segunda-feira, Washington Luiz ressaltou a importância de reorganizar o PT em todos os municípios do estado e deixou claro que dedicará parte do seu tempo a esta tarefa ao lado do presidente do diretório estadual, Raimundo Monteiro. "Temos que organizar e fortalecer o partido em todas as regiões e o Baixo Parnaíba, pela grande quantidade de quadros políticos que tem, é uma das mais importantes", disse.

A secretária-geral do PT de Chapadinha e dirigente estadual, Maria Coelho, reafirmou ao vice-governador a disposição do diretório municipal em lançar uma candidatura própria nas eleições de 2012 e recebeu uma resposta positiva. "Estamos vivendo um grande momento no nacional e no estadual. Em 2012 será o momento de elegermos prefeitos e vereadores petistas por todo o Maranhão", afirmou o vice-governador petista.

Também presente na audiência, o vice-presidente do PT de Chapadinha, Zezinho Lima, falou a Washington Luiz sobre as conversas que o partido vem tendo com os diferentes atores da política chapadinhense. "Temos conversado com todos e queremos continuar dialogando para formar uma grande coligação", informou para comemoração de Washington e justificou a ausência do presidente do Diretório Municipal, Francisco Paiva. "Ele não veio conosco exatamente porque tinha uma conversa marcada para hoje com uma liderança local que pode apoiar nossa candidatura".

Foi tratado ainda na audiência de um projeto para realizar cursos de formação política para filiados do partido, a constituição de uma nova sede para o diretório municipal e a formação de um acervo de livros para fazer parte de uma biblioteca nessa sede.

O PT de Chapadinha continua se movimentando.

Oposição Contesta Eleição da Câmara de Mata Roma

A eleição da mesa diretora da Câmara Municipal de Mata Roma, que aconteceu no último dia 15, é contestada pela oposição local. Segundo informações a presidente vereadora Nata, teria anulado a eleição que aconteceu em junho e se reelegido para mais um mandato a frente do parlamento daquele município.

De acordo com grupo descontente, tanto o regimento interno da câmara quanto a legislação municipal não admitem recondução ao cargo.

A vereadora Nata, que no período eleitoral apoiou Magno Bacelar, teria se reaproximado do grupo do deputado Paulo Neto para garantir sua eleição. A posição estranhou também o fato da posse da nova diretoria ter contado apenas com três vereadores e os dissidentes estudam medidas legais para forçar nova eleição.

Eric Marinho x César Bello: Uma Briga Longe do Fim

Embora não tenha abordado alguns pontos, como a relação com a Construtora Delta, por exemplo, considero que a nota de Eric Marinho atingiu, ao menos por enquanto, seus objetivos.

Vale ressaltar que esta é a primeira vez que ele, que tem notórias pretensões políticas, se dirige de forma direta ao povo de Chapadinha. Até então Eric vinha implementando uma militância de surdina, restrita a ações de bastidores no combate a Magno e Danúbia, e limitando-se patrocinar protestos e a financiar críticos do governo.

Ainda que tenha sido forçado a se defender Eric inaugura uma fase mais pública e continuando a fazer, pode contribuir para o debate, se tornar mais conhecido e, por outro lado, mais exposto. Porém quem quer ser protagonista não pode deixar de se arriscar.

Falando Grosso

Marinho fala grosso e ataca César Bello, a quem acusa de fazer “um jornalismo fedorento e podre na raiz”. Bello rebateu, por meio de comentário em seu blog da seguinte forma: “Mais cedo do que ele pensa Eric Marinho vai se encontrar com a Justiça. Se ele pensa que me intimida esta enganado. Deveria pelo direito de resposta proporcionado apresentar os documentos de financiamento dos bens adquiridos ao "longo" de 01 ano. Eric Marinho procure a Justiça, agora o mais certo é ela te procurar junto com todos os teus sócios e protetores.É sempre assim eles se dizem perseguidos”, comentou. Sinalizando que o assunto promete render nos próximos dias.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

César Bello Faz Jornalismo Fedorento, Diz Eric Marinho

Em nota destinada aos chapadinhenses o advogado Eric Marinho contesta as denúncias formuladas por César Bello, a quem acusa de fazer “um jornalismo fedorento e podre na raiz”. Leiam, abaixo o texto de Eric, depois volto comentando em outro post.

"Meus amigos de Chapadinha,

Nos últimos dias tenho sido vítima de uma campanha sórdida, via internet, que procura macular minha imagem perante a sociedade maranhense, principalmente perante o povo da minha terra querida, Chapadinha. Apesar de não apresentarem nenhuma prova que ateste qualquer conduta reprovável de minha parte, tive meu envolvido em um factóide relacionado a Secretaria de Educação. Também fui alvo de especulações a respeito de meu patrimônio, adquirido ao longo de vários anos de trabalho como profissional do Direito.

A princípio - e dado o caráter especulatório de tais afirmações, travestidas de matérias jornalísticas - não pensei em responder, já que o caso me parecia mais adequado ser tratado na via judicial. Mas em respeito ao povo do Maranhão e principalmente de Chapadinha, resolvi fazer alguns esclarecimentos. Creio que estes serão suficientes para dirimir eventuais dúvidas quantos aos fatos aventados. O resto será resolvido no fórum adequado: a Justiça.

De fato, recebi o jornalista Cesar Belo para uma conversa. Na ocasião, prestei todos os esclarecimentos necessários sobre os fatos que ele apontava no seu blog. Especificamente sobre minha casa ao qual ele se refere, foi adquirida no ano de 2008, mediante financiamento junto a Caixa Econômica Federal - CEF. Do mesmo modo, o veículo SW4, também financiada no ano de 2008 junto ao Banco Finasa. Apesar dos esclarecimentos, para minha surpresa e indignação, as informações foram publicadas de maneira distorcida. E mais: depois de fazer ilações a respeito da minha conduta, o jornalista disse que “havia muitas contradições”. Não apontou, porém, nenhuma dessas contradições. Apenas conclui apressadamente, como quem tem nítido interesse em prejudicar alguém, que os papéis supostamente remetidos à Procuradoria Geral do Estado - PGE “devem revelar detalhes de uma possível denúncia”.

Ora, vejam só. Mesmo admitindo não haver denuncia alguma, na ânsia de querer me atingir, o jornalista toma para si o papel de juiz ou de autoridade policial e acaba afirmando categoricamente em seu texto, não como alguém que está investigando os fatos, mas como alguém que já tem plena “consciência” do que ocorreu: “o caso com certeza é de polícia”.

Diante dessa manipulação grotesca, a primeira pergunta que me vem à mente é a seguinte: quem está por trás dessa armação? Não é difícil imaginar, uma vez que - apesar da complexidade do xadrez político – é possível perceber a movimentação dos peões e dos cavalos. Mas como não sou leviano nem faço acusações sem provas, prefiro não acusar ninguém precipitadamente.

De uma forma ou de outra, o que o senhor Cesar Belo pratica é um jornalismo fedorento. Podre na raiz, porque não tem compromisso com a verdade dos fatos, mas sim com interesses escusos. São esses que ditam as regras desse jogo sujo, baseado na manipulação e na mentira. São esses interesses que jogam abaixo o manual de “ética” jornalística e que lamentavelmente é seguido à risca pelo senhor Cesar Belo quando quer jogar seus excrementos na rede mundial de computadores. O resultado não poderia ser outro: um monte de acusações sem uma mísera prova, tendo como base simples comentários, todos eles anônimos. Enfim: pura especulação.

Como se vê, o senhor Cesar Belo não apenas participa diretamente, mas dá vazão a essa espécie de terrorismo verbal tão comum em tempos de internet. Pergunto: ao estimular esse tiroteio contra mim está o senhor praticando jornalismo sério, investigativo? É obvio que não.

No entanto, tenho minha consciência tranqüila, pois sei que nada fiz de errado ao longo da minha vida profissional e pública. Tenho plena confiança na justiça de Deus e na justiça terrena. Sei que a verdade sempre prevalecerá. Por isso agradeço a solidariedade de amigos, familiares e, principalmente, do povo de Chapadinha que eu tanto amo. Tenho absoluta certeza de que tudo será esclarecido.

Um abraço a todos!"

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Mudar a Propaganda Eleitoral

Por: Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Há coisas na cultura política que sobrevivem sem que se saiba o porquê. Ninguém faz nada para mudá-las, embora não exista uma única razão para que continuem a ser como são.

Um bom exemplo é o modelo de propaganda eleitoral que temos. A combinação de “horário eleitoral” e “inserções”, a que chegamos já lá vão mais de 15 anos, é algo que desagrada aos dois personagens fundamentais do processo eleitoral. Eleitores e candidatos não gostam dele com quase a mesma intensidade, ainda que por razões diferentes.

Durante os últimos 45 dias de campanha, nos anos em que há eleições nacionais e estaduais, a legislação reserva aos candidatos 50 minutos na hora do almoço e outros tantos à noite para que façam propaganda, de segunda a sábado, três vezes por semana. No segundo turno, no mínimo 20 e, no máximo, 40 minutos (se houver eleição para presidente e governador), nos dois horários. Mas os programas são diários, e sequer aos domingos são interrompidos.

Este ano, Dilma e Serra tiveram, apenas no mês de outubro, 22 dias de propaganda, com um total de 440 minutos de horário eleitoral para cada um, ou seja, sete horas e 20 minutos de televisão. No primeiro, como Dilma tinha uma coligação maior, seu tempo superava o de Serra: somando as veiculações da tarde e da noite, ela teve cerca de seis horas à disposição, ele cinco. No total, portanto, a petista foi a perto de 13 horas e o tucano de 12, sem contar as inserções.

Se existisse alguém que visse tudo isso, seria como se um espectador se sentasse na frente da televisão (ou em uma sala de cinema) para ver sete filmes de longa metragem (talvez oito, se não fossem muito grandes). Daria para ver, por exemplo, a trilogia inteira do Senhor dos Anéis e ainda sobraria tempo para o último Harry Potter. Para que não fiquemos estrangeiros demais: daria para assistir sete vezes seguidas Tropa de Elite 2.

Com as inserções, esse tempo quase dobra, lembrando que, se a pessoa tiver o hábito de mudar de canal, a conta pode ir ainda mais longe. Conforme sua sorte (ou falta de sorte), pode pegar, na mesma hora, comerciais dos candidatos em várias emissoras. Ou seja, as 13 horas de Dilma poderiam ultrapassar 20 ou mesmo ir além. E Serra não ficaria muito atrás.

Não passa pela cabeça de ninguém que existam eleitores que, na vida real, sofram tanto. De fato, como mostram as pesquisas, metade deles chega ao final da campanha sem ter visto mais que um ou dois programas, e algumas inserções, das quais mal se lembram. Mas é isso que a legislação lhes reservou. Se não forem espertos e desligarem correndo a televisão (ou se não encontrarem coisas melhores para fazer), essa montanha de horas será despejada sobre eles.

É evidente que só eleitores com um gosto muito peculiar podem ficar satisfeitos com algo assim. E não há candidato que ache bom pagar o custo que isso tem.

Depois dos eleitores, os candidatos são os que mais reprovam o atual modelo. Não só é caro (como mostra a prestação de contas das campanhas, que, aliás, raramente é completa), como exige que toda sua agenda seja subordinada aos horários de gravação.

Especialmente na reta final, eles são forçados a uma rotina estafante, de viagens e contatos ao longo do dia e intermináveis horas de estúdio à noite. No segundo turno, nem se fala: com a obrigação de por no ar um programa novo, de dez minutos, duas vezes ao dia, o marqueteiro vira um ditador.

Se eleitores e candidatos não gostam (para usar um eufemismo) da fórmula vigente, será que os profissionais das campanhas a defendem? Considerando que são pagos para fazer o que ela prescreve, seria até normal.

Não há, porém, sequer um bom marqueteiro que a considere adequada. Sempre que solicitados, mostram-se favoráveis à sua revisão e apresentam sugestões que poderiam ser incorporadas a qualquer novo arranjo que o sistema político encontrar.

O certo é que o modelo brasileiro de propaganda eleitoral não funciona mais (se é que foi bom algum dia). Podemos fazer mais uma, duas eleições com ele. Mas está mais que na hora de reformá-lo.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Ping Pong Com os Blogueiros de Eric Marinho

Os blogueiros locais Eduardo Braga e Antenor Ferreira responderam às denúncias do jornalista César Bello contra Eric Marinho e consideraram exagerado o destaque que este blog vem dando ao caso.

Ainda que ambos não tenham divulgado a íntegra do meu conteúdo, o que seria básico e democrático, e talvez esclarecesse melhor seus leitores, passo aqui a reproduzir o que eles escreveram, comentando, em negrito, após cada ponto relevante. O post vai ficar mais longo do que de costume, mas, neste caso, é o jeito.

Começamos por Antenor:

O advogado Erik Marinho, que também ocupa o cargo de superintendente jurídico da secretaria de Estado da Educação, vem sendo vítima de vários ataques por parte de um dos blogueiros governistas do município, nas últimas horas.

As postagens em série estão sendo publicadas na página do blogueiro Alexandre Pinheiro, defensor máximo de Magno Bacelar e Danúbia Carneiro, e demonstram cunho depreciativo contra o advogado em questão. As informações veiculadas baseiam-se em suposições feitas na página do jornalista César Bello, de São Luís.

Ainda bem que ele registra que as denúncias partem de César Bello que nada tem a ver com a política de Chapadinha.

César Bello inclui o nome de Erik Marinho num suposto esquema de fraudes, as quais teriam resultado num considerável crescimento de seu patrimônio. No entanto, as informações são vagas e não há minimas provas para tais constatações.

Bello afirma ter provas das montagens de processo e esquemas, disse que irá divulgar. Vamos aguardar.

Em defesa Erik Marinho deixou claro que seus bens foram adquiridos de maneira totalmente lícita e bem antes de ser empossado como superintendente jurídico da secretaria de estado da educação, cargo por muitos almejado. O advogado destaca que ainda advocacia, frequentando diariamente seu escritório em São Luis.

Nesse ponto bem aqui, vale reproduzir a seguinte passagem do blog do Bello, quando ele se coloca à disposição para atestar a compatibilidade do patrimônio de Eric: “pedi cópias dos contratos, ele negou, dizendo serem os documentos de ordem pessoal”. Eric poderia ter dito que os documentos não estavam consigo, e que depois os mostraria. Pode ser que ainda os mostre.

O que chama nossa atenção é a forma que está sendo usada por Alexandre Pinheiro, numa tentativa de denegrir a imagem do advogado, haja vista que seu nome está sendo bastante aceito como possível candidato a líder do executivo nas eleições 2012.

Mais uma vez tenho que repetir que apenas condensei e reproduzi o que afeta Eric das denúncias de César Bello. Pode ser – por exemplo – que algum jornalista de Brasília tenha tido motivação política em acusar os ex-governador Arruda, sem que isso interfira na verdade ou não da acusação. Ao leitor daqui ou de qualquer lugar interessa a verdade dos fatos. Além disso, se índice de aceitação fosse conseqüente lógico de qualquer ataque vocês já poderiam esquecer da prefeita Danúbia.

Eric que há um bom tempo, muito antes de sequer ser citado como forte candidato para as próximas eleições municipais, desenvolve vários trabalhos sociais e de incentivo a educação, esporte, a exemplo o campeonato rural que entra em sua fase final, entre outras, motivos que levam a imprensa comprada a atacar seu nome, tendo em vista a ameaça ao sonhado retorno de Magno a prefeitura municipal.

Estamos aguardando o posicionamento do advogado e posteriormente publicaremos uma nova nota.

Pode-se deduzir deste ponto, que mesmo antes de ser citado como candidato Eric já acalentava pretensão política; e que os trabalhos sociais, financiamento de “corrida de jabuti” ou patrocínio de “jogo de castanhas”, podem vir em companhia de cessão de prédios para escritórios de blogs e soldos para ataques sistemáticos aos adversários, sem que isso nada mude a verdade dos fatos denunciados pros e contras. Repito: a motivação da denúncia não interfere na verdade do fato. Isso vale pra qualquer político. Ademais, também aguardo com máximo interesse o posicionamento do advogado e coloco, desde já, o blog a seu inteiro dispor.


Passamos agora ao Eduardo Braga

Na política é assim mesmo. Nem foram empossados os eleitos no último outubro e a campanha que só terminará daqui a dois anos já começou.

Quem disso cuida disso usa. Seria o protesto contra a situação da Avenida Ataliba, a primeira carreata da oposição?

O advogado Erik Marinho, tido como pré-candidato a prefeito de Chapadinha em desalinho com a atual administração, foi "acusado" pelo blogueiro Cesar Bello de possuir bens incompatíveis com os salários que recebe como superintendente jurídico da Secretaria de Educação do Maranhão.

Não é de hoje que candidatos e pré-candidatos chamam atenção da imprensa mundo a fora. Bem lembrado que, diferente da repercussão dada por mim, que trato quase que exclusivamente da política local e fosse o citado do Cazaquistão não teria mesmo porque despertar interesse neste blog. Mais uma vez ressalte-se que Eric foi “acusado” por César Bello, que nada tem com Chapadinha.

Ocorre que Erik, apesar de jovem, já tem uma trajetória da advocacia reconhecida em todo o estado sendo sócio de um dos principais escritórios do Maranhão e tendo atuado, inclusive, como advogado do grupo Sarney no processo de cassação do ex-governador Jackson Lago ao lado do também chapadinhense e igualmente competente Marcos Lobo.

É evidente que um bom advogado – que não duvido seja o caso de Eric – pode perfeita, licita e rapidamente auferir patrimônio às custas de seu trabalho. Todavia como Marinho ocupa função pública e pretende ascender a cargo eletivo, não custa esclarecer melhor tamanha prosperidade. Além disso, caso não queira ceder a um algoz, ele pode processar o acusador como forma reparar a verdade de provar inocência.

Sua presença na Seduc e a profusão de denúncias saídas dali não podem servir de pretexto para colocar Erik Marinho sob suspeita, pelo contrário. As supostas irregularidades ocorridas na pasta contaram como a resistência do advogado segundo relato até do "Apontador-geral de factóides do estado", Luís Cardoso. Escreveu Cardoso em 25 de novembro último:

"Em parecer datado do 9 de junho, assinado por Ivson Brito Maniçola, supervisor de contratos e convênios da Seduc, e por Erik Marinho, superintendente de assuntos jurídicos, ficou alertado para o risco de antecipação de recursos para a implantação do projeto"

A antecipação citada não consistia em fraude, irregularidade ou desvio, mas o parecer de Erik Marinho foi contrário exatamente para manter o máximo de lisura em todo o processo.

Esse fato, no caso específico, se isenta Eric, compromete diretamente o ex-secretário petista Anselmo Raposo. Mas, voltando ao que nos toca mais de perto, acho antes relevante e espero com toda atenção respostas pontuais para a acusação de César Bello que envolveria a empresa Delta Construções a que “fatura mais não entrega os serviços, principalmente em Chapadinha local de interesse de Eric”. Quais serviços não foram entregues? A quem pertence essa empresa? Por que Eric não afasta categoricamente qualquer irregularidade entre ele e tal empresa?

A verdade é que se Erik não fosse pré-candidato a prefeito o desespero de Cesar Bello por audiência seria tratada, no máximo, em notinhas de rodapé. O destaque se dá graças à oposição que ele vem alimentando contra Magno Bacelar e seu grupo e; o fato de ser um elemento estratégico para a construção de uma candidatura forte de 3ª via.

É... Assim sendo, tanto o excessivo destaque dado ao caso por mim, quanto despojamento de deixar uma rentável banca de advogados para viver dos modestos proventos da sinecura estadual vem do altruísmo de Eric em livrar-nos do “Malgno” e transformar-se em prefeito de Chapadinha amém!