terça-feira, 18 de agosto de 2026

Contra Promotoria: Prefeitura Defende Pagamento a Advogados com Verba da Educação


A Prefeitura de Chapadinha não quer seguir a recomendação do Ministério Público. A Procuradoria do Município se manifestou defendendo a contratação do escritório João Azêdo Sociedade de Advogados na Ação Civil Pública movida pelo promotor Dr. Rodrigo Catanhede, que pede a suspensão do contrato milionário.


O Município afirma que os honorários serão pagos com os juros de mora do precatório ou com recursos próprios. A defesa, porém, não indica uma dotação orçamentária específica, não fixa o valor máximo a ser pago nem demonstra que uma despesa potencialmente milionária é necessária e vantajosa, exigências previstas no entendimento do Tribunal de Contas citado pela própria Prefeitura.

 

Para justificar o percentual de 12%, a manifestação menciona decisões que admitiram honorários de 20% ou 30%. Muitos desses precedentes, contudo, tratam de contratos privados entre advogados e clientes. Em uma contratação pública, também é necessário demonstrar a compatibilidade do preço, o planejamento e o interesse público.

 

A Prefeitura também não explica por que foi necessário contratar outro escritório. Em 2022, o próprio Município informou que o processo já era acompanhado pela Procuradoria Municipal e pelo escritório Carlos Sérgio de Carvalho Barros Advogados Associados.

 

Chama a atenção, ainda, o uso recorrente de dispositivos e precedentes fundamentados na antiga Lei de Licitações, a Lei Federal nº 8.666/1993, sendo que o contrato foi celebrado em 2025, já sob a vigência da Nova Lei de Licitações, a Lei nº 14.133/2021.

 

A questão central permanece: por que Chapadinha deve pagar ao escritório João Azêdo 12% dos valores recuperados, por uma causa que já era acompanhada pela Procuradoria Municipal e por outro escritório de advocacia?


 

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