segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Base de apoio a Lula vai governar 72% do eleitorado brasileiro


Apesar da acachapante derrota em São Paulo, a base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai governar 93,5 milhões de eleitores nos municípios em todo o país. A fatia representa 72,5% do eleitorado brasileiro. A oposição ficou com 35,4 milhões de pessoas. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 128,9 milhões estavam aptos a votar no pleito deste ano.

A base de apoio a Lula no Congresso Nacional reúne uma legião de 16 partidos. São: PT, PMDB, PSB, PDT, PC do B, PRB, PR, PP, PTB, PV, PSC, PMN, PHS, PT do B, PTC e PRTB. A oposição é formada por PSDB, DEM, PPS e PSOL, que faz uma crítica de "esquerda" ao governo.

O bom desempenho da base governista foi "puxado", sobretudo, por PMDB e PT, os dois primeiros colocados no ranking. Juntas, as duas siglas ficaram com 48,8 milhões de eleitores - PMDB com 28,8 milhões e o PT, 19,9 milhões. Em terceiro lugar aparece o PSDB, que se consolida como a principal força da oposição, com 17,5 milhões de eleitores. O DEM vem a seguir: 15,9 milhões.


* Com Informações da Folha de São Paulo

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Isaías Cai no TSE


O TSE acaba de dar provimento ao recurso que torna Isaías inelegível. A matéria teve votação unânime da corte e tem efeito de anular os votos dados ao vencedor do pleito de 6 de outubro. Agora a segunda colocada Danúbia Carneiro deve ser diplomada prefeita nos próximos dias.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A Mãe de Todas as Crises?

Vasto Mundo
Li um texto há alguns anos que afirmava que somado todo acúmulo de dinheiro do mundo daria pra comprar todos os bens do planeta várias vezes, ai incluídos os recursos naturais. Em tom de crítica ao capitalismo financeiro a teoria remete à conclusão que mesmo o meio circulante (papel moeda) confeccionado pelos bancos centrais de cada país teria uma parte ficcional, por não se encontrar atrelado a riquezas materiais que justifiquem sua existência.

Observando a atual crise com olhos de quem não entende dos meandros da economia internacional é estranho ver como o americano comum deve somas de dinheiro muito superior à capacidade de pagamento, dando em garantias (as hipotecas) imóveis que não suprem as dívidas. E os bancos, entrando nessa ciranda, levaram à bancarrota as seguradoras, que podem ser seguidas por corporações outras áreas.

Se a crise não já tivesse beirando a porta do açougue e atrapalhando o financiamento do carro novo, até seria divertido ver os fanáticos do Mercado Financeiro batendo às portas dos Governos para salvar a “pátria”. Ainda não é o fim do capitalismo... É apenas o velho Estado emprestando dinheiro para reparar os erros do liberalismo e do consumo desenfreado.

sábado, 11 de outubro de 2008

O Homem da Decisão



Com a proximidade do julgamento de Isaías no Tribunal Superior Eleitoral a decisão sobre os destinos de 70 mil habitantes de Chapadinha se encontra nas mãos do ministro Eros Grau. Para conhecer melhor esse magistrado, separei uma matéria de Mariângela Gallucci, do Estadão On Line. Acompanhe abaixo.
“Aos 68 anos, o ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vai tirar a toga para assumir a partir deste domingo, 12, uma nova identidade: Vovô Grau. No dia das crianças, ele vai estrear o programa de rádio "Aprendendo
Direitinho", no qual explica para as crianças noções de direito e cidadania.
Ao contrário do discurso rebuscado típico dos tribunais, no programa Eros Grau usa uma linguagem coloquial e acessível às crianças. Logo no início, ele se apresenta como Vovô Grau. "Vocês não me conhecem, mas logo vamos ficar amigos", diz. Transmitido pela Rádio Justiça (104.7 FM em Brasília ou www.radiojustica.gov.br na internet) aos domingos às 13h30 e aos sábados às 10 horas, o programa é resultado de um projeto que o ministro já tinha há cerca de três anos.
Crianças com 9 e 10 anos de idade que estudam em uma escola pública de Brasília - algumas filhas de presidiários - participam do programa respondendo a perguntas do ministro. No programa deste domingo, Eros Grau falará sobre o conceito do que é justo e do que é injusto.
"Seria justo ficar de castigo porque você não fez a lição?", pergunta o ministro. Uma criança responde: "É justo porque a gente vem para a escola para a aprender". Outra criança afirma que é injusto. Eros Grau intervém. Ele explica que cada pessoa pode ter uma opinião diferente sobre o que é justo ou não. E que o juiz serve justamente para decidir o que é justo ou injusto. "É o juiz que diz, no jogo de futebol, se a bola saiu ou não", exemplifica.
O ministro pergunta em seguida: "Como você sabe se o que está fazendo é certo ou errado?" A criança responde: "Eu sei quando estou errado quando desrespeito meu pai, minha mãe, meu avô…" No final do primeiro programa, uma voz feminina chama Eros Grau: "Vovô, hora do chá!" Eros Grau responde: "A vovó está chamando. Preciso ir. O mundo é feito de regras."
Baseado na história da Cinderela, o segundo programa falará sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. Eros Grau pergunta se a madrasta pode tratar a Cinderela de forma diferente das outras pessoas, obrigando-a a arrumar sozinha toda a casa. Uma criança responde "Não, porque ela é uma pessoa, não é um bicho."
Outras históricas infantis que servirão como base para os programas são Patinho Feio, O Gato de Botas e a Nova Roupa do Rei. Nesse ultimo programa, Eros explica o direito do consumidor. Ele questiona as crianças sobre o que deve ser feito quando se compra algo que está quebrado. "Processar!", diz uma delas. Eros Grau grava o programa em sua casa, em Brasília.
As entrevistas com as crianças são feitas pela coordenadora da Rádio Justiça, Madeleine Lacsko. Madeleine explicou que a série deve ter 10 programas. Cinco já estão gravados. No futuro, novos programas podem ser produzidos. Os interessados podem fazer downloads dos programas no site da Rádio Justiça (http://www.radiojustica.gov.br/).
Eros Grau é o primeiro ministro do STF a ter um programa na Rádio Justiça. Mas outros ministros podem aderir à novidade em breve. Eros Grau já atua como escritor. Seu livro Triângulo no Ponto, lançado em 2007, ganhou notoriedade depois da divulgação de que a obra tinha conteúdo erótico.”

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Para Não Deixar Quebrar a Paz


Três episódios de violência e vandalismo relacionados às eleições deixaram o Maranhão assustado. Em Bom Lugar uma troca de tiros terminou com a morte de três pessoas. Já em Miranda eleitores do candidato derrotado incendiaram os prédios da Câmara de Vereadores, Fórum e Prefeitura. No município de Benedito Leite haverá novo pleito porque parte da população em quebra-quebra generalizado com troca de tiros e apedrejamento destruiu todas as 16 urnas antes da apuração dos votos.

Toda campanha política tem como combustível a emoção do eleitorado, porém, quando a paixão política passa dos limites como se registrou nestas cidades, o que era pra ser embate de idéias transforma-se em violência e a política como avanço da civilização cede lugar à barbárie.

Em Chapadinha, acirradas contentas eleitorais já são uma tradição. Mas, tirante um ou outro caso isolado de violência, nada de mais grave aconteceu até o momento. Num primeiro instante, de forma natural e no feitio dos costumes locais os vencedores do pleito comemoraram a vitória com direito a gozar os vencidos. O que preocupa agora é a possibilidade de uma sentença desfavorável a Isaías incite revolta em seus seguidores ou, de outra forma, sua confirmação desate os limites toleráveis das provocações.

Pode ser que tudo isso não passe de mais um infundado temor apocalíptico, em todo caso não custa as autoridades redobrarem as precauções para evitar que o bom convívio do povo de Chapadinha seja quebrado por problemas passageiros e perfeitamente contornáveis.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O Segundo Turno de Chapadinha


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda deve julgar o recurso contra a candidatura de Isaías (PP), impetrado pelo Ministério Público Eleitoral. O recurso (RESPE Nº 32568 - Recurso Especial Eleitoral) já teve inclusive parecer do Procurador Eleitoral desfavorável ao ex-prefeito. O processo está nas mãos do o ministro Eros Grau, que deve analisar, nos próximos dias, o parecer do procurador da República, Antonio Fernando de Sousa, que argumenta falta de condições de elegibilidade de Isaías. Isso acontecendo, os votos dados ao ex-prefeito serão anulados. Isto porque o candidato não pode mais apresentar substituto, uma vez que este prazo já se encerrou. Ele concorreu na condição sub-judice. Caso o TSE confirme o pedido do Procurador Eleitoral a justiça deverá declarar os votos de Isaías nulos e proclamar a ex-secretária Danúbia Carneiro vencedora das eleições.


No Maranhão muitos políticos que estavam na mesma condição de Isaías optaram por trocar seus nomes por aliados ou familiares. O caso mais próximo de Chapadinha foi o de Coelho Neto, onde o vencedor Soliney Silva, preferiu não arriscar e substituiu o vice Raimundo Guanabara por Sérgio Guanabara – filho de Raimundo. A alteração na chapa de Isaías chegou a ser especulada por adversários, mas, ao insistir com seu próprio nome o ex-prefeito abriu espaço para uma nova disputa, uma espécie de segundo turno onde o calor e a emoção das campanhas eleitorais darão lugar á frieza e à racionalidade das decisões judiciais.

terça-feira, 3 de junho de 2008

O Fim do Mundo?
Não vivemos exatamente no lugar mais rico e belo do mundo. Chapadinha tem problemas iguais a tantas outras cidades do Maranhão e do Brasil. Mazelas que, por serem comuns, não devem ser encaradas como fatalidade, como destino inafastável. Daí a achar que vivemos num antro de prostituição, que a quase totalidade dos jovens está entregue às drogas é um exagero que beira a insanidade.

Combater o governo é direito de quem dele discorda e fiscalizar suas ações é obrigação destes, contudo tornar as dificuldades estruturais que existem de norte a sul do País como sendo restrito ao nosso município é um erro que não consegue sequer gerar mal entendido entre cidadãos e gestores.

Basta uma simples olhada nos jornais Brasil a fora para se constatar que deficiências na área da saúde, educação e segurança não são privativas de Chapadinha. De São Paulo a Belém do Pára, que tiveram administrações no campo da esquerda, por exemplo, os indicadores nem por isso tão melhores que aqui. O que explica isso¿ corrupção e má gestão¿ em parte talvez. Mas, temos as questões conjunturais, relativas aos percalços de uma economia nacional em desenvolvimento. Uma nação como o Brasil, 76ª no ranking da educação 72ª no de desenvolvimento humano, não pode ter só cidades com os padrões suíços.

A mordacidade de certos discursos acalentam vaidades, mas não constroem a oposição propositiva indispensável para o surgimento de um município melhor e relegam à idéia derrotista de que não nada a fazer além de criticar a quase todos.
* Editorial da Folha de Chapadinha de 30 de maio de 2008.