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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Belezinha Paraguaçu e o Drama dos Camelôs




Odorico, o lendário prefeito de Sucupira, construiu um cemitério e fez de tudo por um defunto que o inaugurasse; acabou morrendo e ele próprio foi o usuário primeiro da cova municipal. Belezinha, mitológica gestora de Chapadinha, fez uma gambiarra no “Beco do Rasga Sunga” como obra prima de sua administração e ali deseja confinar camelôs retirados a força da Praça da Bíblia. O que vai acontecer ninguém sabe ainda, mas assim como seu colega fictício Belezinha pode acabar vítima de seu capricho e arrogância.

O prazo para a saída dos ambulantes (10 de novembro) foi dado pelo secretário Aluísio Santos, que em tentativa de entendimento acabou distribuindo prepotência. Confrontado com o relato de um camelô de que a cidade de Tutóia havia organização e bom entendimento entre o poder público e os comerciantes informais, Aluísio disse que ele deveria se mudar para Tutóia.

Uma suposta reforma da praça poderia ser feita em etapas, até porque o fechamento total da área causaria transtornos desnecessários a pedestres e outros usuários do logradouro.

São 23 famílias que dependem do comércio informal da Praça da Bíblia que a prefeitura pretende colocar num lugar onde não passa viva alma, enquanto o presidente da câmara municipal, vereador Nonato Baleco / PDT sugeriu a criação de um Centro de Comércio Informal num prédio ocioso que fica na mesma praça e sem que a prefeitura tenha se manifestado sobre a opção.

Essa ânsia de Belezinha em inaugurar o “Beco do Rasga Sunga” como grande feito de sua gestão – além de fadada ao fracasso porque sem vendas os camelôs ali não ficarão – é uma tremenda oportunidade perdida na regulamentação de um setor que costuma gerar sérios problemas em cidades de médio e grande porte. Se ao invés de tratar os ambulantes (que não são muitos) como pode expiatório de sua incapacidade, o governo Belezinha cadastrasse, limitasse e padronizasse o comércio informal, estaria prestando um grande serviço à organização e ao bom funcionamento da cidade agora e para o futuro.

Contrário a isso, a prefeita só enxerga naqueles trabalhadores a possibilidade de justificar uma obra inútil gerando drama e ameaça à subsistência dos camelôs, fazendo jus ao apelido de Belezinha Paraguaçu.    

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