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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Bandido Bom é Menina Morta!


Um policial do Rio de Janeiro mirou num carro que pensava ser conduzido por bandidos e acertou a jovem Haíssa Vargas Motta, de 22 anos de idade e sem antecedentes criminais.  O policial pensava tratar-se de marginais no carro e se viu no direito de atirar. E ele não atirou sozinho.

Embora todas as leis do País e procedimentos policiais proíbam o tipo de abordagem e se objetivo fosse (como de regra) a prisão dos suspeitos, Haíssa estaria viva, a maioria da população apoiaria se a vítima não fosse a moça inocente. Se alguém por acaso viesse reclamar da ação contra um suposto meliante ouviria que “este pessoal dos direitos humanos só sabe é defender bandidos”.

O sofrimento causado pela violência e criminalidade está cegando a sociedade. Por isso, mesmo reiterando que num confronto entre policiais e criminosos, as baixas entre os últimos devam ser bem menos lamentadas que entre os primeiros, não se deve conferir às polícias – por rasgados elogios ou recompensas várias – a sensação de que fazem o certo em colocar a eliminação de bandidos à frente da proteção de vidas.

Polícia que tem prazer em matar, termina matando inocentes... Neste caso vale indagar a quem interessar possa: a morte de 10 marginais vale o erro do fuzilamento de uma jovem inocente? E se a pessoa confundida com bandido for da sua família, dá pra relevar a falha? 

Você que costuma dizer que bandido bom é bandido morto e nem imagina a dificuldade de se ter absoluta certeza quanto a ser ou não bandido, antes de reduzir os direitos humanos ao grupo de pessoas e entidades que os defendem e de ignorar as garantias individuais como normas legais protetoras e justas, saiba que o policial que viu naquela menina um bandido bom para ser morto estava certo de sua confiança na avaliação dele e contava com seu irrestrito apoio. Você ajudou a apertar aquele gatilho.       

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