sexta-feira, 1 de julho de 2011

Entrevista de Flávio a VEJA Gera Onda de Especulação


Bastou Flávio Dino falar ao site de VEJA logo após tomar posse na EMBRATUR para começar a patrulha. Alguns viram a fala de Flávio como sinalização de dialogo ou acordo com Sarney. Mas vamos a entrevista. Em seguida volto comentando. 

Como será sua relação com o ministro Pedro Novais, seu adversário político no estado? No plano nacional, nós integramos o mesmo campo político, que apoia o governo da presidente Dilma. Essa aliança nacional é determinante para que eu transmita a certeza de que nós teremos uma relação cordial, produtiva, eficiente e alinhada com os grandes objetivos estabelecidos pela presidente.

Mas o ministro é ligado a Sarney, seu grande opositor.  O presidente Sarney exerce um relevantíssimo papel no Congresso Nacional, isso é indiscutível. Evidentemente que ele próprio, como ex-presidente, deve compreender as decisões da presidente Dilma, que considerou pertinente minha presença na Embratur. As decisões dela devem ser cumpridas e respeitadas por todos.

E como ficam as disputas locais? As diferenças regionais estão mantidas, até porque elas fazem parte do jogo político. Nós não alteramos em nada nosso posicionamento na política regional. Nacionalmente o espirito é de compreensão de que fazemos parte do mesmo projeto. A boa política não nega as diferenças. Pelo contrário, as compreende como legítimas e as administra. As diferenças estão no plano regional: há tempo, espaço e modo de decidi-las lá na politica regional - o que, evidentemente, não contamina o nosso trabalho conjunto nacionalmente.

Como o senhor avalia o fato de Dilma ter apoiado Roseana Sarney em detrimento da sua candidatura ao governo do Maranhão? Não há ressentimentos, foi uma avaliação política nacional. Tanto que minha relação política com a Dilma continua a mesma relação de confiança e de fraternidade. O PC do B é um partido da base, integra o campo político que ajudou a conduzir os êxitos do governo Lula. Integramos o governo da presidente Dilma, não há nenhum desconforto em relação a isso. Nosso partido compreende a importância da heterogeneidade, da amplitude da base política que sustenta o nosso governo.

O senhor pretende ser candidato à prefeitura de São Luís no ano que vem? Por uma decisao partidária, deixamos o debate para 2012. Não posso cravar que serei candidato, como também não posso cravar que não serei. Nesse debate, eu tenho uma "vontade", mas ninguém é candidato a uma eleição majoritária porque quer ser, é preciso ter uma movimento político amplo.  Em 2014, minha candidatura ao governo do Maranhão já é um objetivo colocado partidariamente.
Qual sua avaliação sobre a disputa entre Henrique Meirelles e Márcio Fortes no comando da Autoridade Pública Olímpica (APO)?  São dois executivos de grandes qualidades, ambos testados, seja em atividades de mercado, seja em atividades públicas. Tenho certeza que esse desenho institucional, ainda em curso, de construção da APO vai chegar a um bom resultado, a uma divisão de papeis. Não há nenhum homem ou nenhuma mulher que dê conta da tarefa de realizar o maior evento esportivo do planeta. É importante ter tranquilidade, sem ansiedade. Ainda há tempo, o Brasil está dentro do cronograma para a realização do evento.

Qual seu objetivo à frente da Embratur? A palavra é avançar, porque temos um patamar já bastante bom, que conseguiu consolidar o Brasil como um dos dez principais destinos turísticos no seguimento de eventos. Temos hoje mais de 5 milhões de turistas estrangeiros, conseguimos trazer para a economia brasileira mais de 6 bilhões de dólares no ano passado. E temos uma imensa janela de oportunidades à nossa frente, representada por uma sequência de eventos, como os Jogos Mundiais Militares na próxima semana. Depois teremos Rio+20 em 2012, Copa das Confederações em 2013, Copa do Mundo em 2014, Copa América em 2015 e Olimpíadas em 2016. 

E qual será o papel da Embratur na Copa do Mundo de 2014? A expectativa é de receber 600.000 turistas estrangeiros durante o evento. Nossa grande missão é fazer com os que os turistas voltem e, com isso, a gente atinja as nossas metas de dobrar o número de turistas e triplicar o número de divisas oriundas da atividade de turismo após os eventos esportivos.

Comento:
Durante a campanha de 2010 comentei aqui no blog o debate da Mirante dizendo o que penso sobre José Sarney: o ex-presidente alterna o grande estadista da redemocratização com o oligarca pequeno que ver um Maranhão estagnado em último lugar nos indicadores enquanto familiares se perpetuam no poder. Tirante isso, é preciso doses cavalares de “inocência” política achar que Flavio Dino chegaria batendo em Sarney. Dino sabe que o discurso raivoso só beneficia aqueles a quem ele enfrentará nas próximas eleições em nome do povo.

Um comentário:

Felipe Acelino. disse...

Oi, Alexandre! Seguinte: eu admiro muito seu blog e, como criei um recém-nascido ultimamente, queria que você o visitasse e o seguisse. Já estou seguindo aqui também.
Pode ser?

http://blogdoacelino.blogspot.com/