quinta-feira, 23 de junho de 2022

Abrigo: Alma e Coração de Chapadinha


 

De cima do Abrigo Central meu pai discursou, assim como fizeram todos os políticos de sua época, incluindo os adversários; ao redor do Abrigo brinquei com meus amigos em tempos de muitos banhos de chuva, correria, cirandas e nenhum celular ou vídeo game; naquela mesma velha praça, nos mesmos bancos, nos mesmos jardins, o romantismo aflorou em mim e em minha geração...

Fazendo um esforço para que meu sentimento com relação ao local e suas memórias não se exagerem, compreendo quem não dá a mesma importância ao velho coreto. Mas humildemente suplico para que não deixem que a indiferença descaracterize ou destrua nosso único prédio que vem desde à década de 1940 com suas características preservadas.

Muito além de tradicionalismos lembro que preservar prédios históricos tem sua lógica justificada até por questões econômicas. Para tanto, é só lembrar dos casarões de São Luís e da revitalização do acervo da Balaiada em Caxias, para dar exemplo mais próximos.

Nossa Chapadinha é uma cidade que breve chegará a 100 mil habitantes e essa cidade será melhor quanto mais moderna for sem atropelar sua memória e seus primeiros moradores. Desejo de coração que a partir da preservação do Abrigo nosso hino se cumpra: “Chapadinha, teu presente ao Progresso Caminha, teu Futuro Glorioso Será! (Mas) teu Passado entre nós Viverá!,”


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