terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ainda Sobre a Briga do Camarote


Chego de um rapidíssimo recesso e só o que se fala pelas ruas e redes sociais é a tal da briga do camarote. Entendo que os Vips são notícia em qualquer lugar e por fatos que vão de beijos a tapas, mas francamente não vejo razão pra tanto alarde.

Já vi cenas de pugilato envolvendo até a High Society estadual no Iate Clube de São Luís. Lá caros leitores, a briga é tão feia quanto qualquer outra sucedida no Clube do Vaqueiro; as camisas Lacoste rasgam iguais às compradas nos camelôs e os hematomas e outras marcas de violência são os mesmos em qualquer vivente, não importando se pouco antes do arranca-rabo o sujeito comeu canapé de camarão ou tripa de porco. Tudo isso senhores porque, ao final de tudo, o efeito do uísque (de qualquer idade, marca ou safra) termina sendo igual ao da cachaça.

“Ah, mais é reprovável que essa gente endinheirada e que se diz bem formada com curso superior se lancem em vias de fatos”, disseram alguns. Violência deve ser deplorada em qualquer nível  social, digo eu.

Da dificuldade da crônica policial local que não teria perdido os detalhes se a confusão fosse na planície abaixo dos camarotes ao exagero dos detalhes em redes sociais, esse episódio só consolida algumas opiniões que tenho faz tempo: infelizmente desinteligências são fatos corriqueiros em festas, ter grana e conseguir diploma de curso superior não abrandam extinto agressivo de ninguém e – contrário disso – só torna mais grotesco (e até cômico) quem mais se apega nisso para querer ser melhor que outros humanos.  

Imagem Ilustrativa

Um comentário:

Vero Justus disse...

Quem são esses indivíduos?